O Olhar da Mulher do Agro na Gestão Trabalhista será tema abordado por advogada no VIII Fórum Mulheres do Campo

Assessoria em 14/11/2019 às 17:22. Lida 633 vezes.

Estará palestrando durante o VIII Fórum Mulheres do Campo, no próximo dia 22/11, no auditório do Centro de Eventos Ari José Riedi, a advogada Stephanie Cordovez. Ela vai abordar o tema “O Olhar da Mulher do Agro na Gestão Trabalhista”.

Stephanie Iniciou sua carreira jurídica na cidade de São Paulo, atuando diretamente com empresas Multinacionais, sendo pós-graduada em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho, em Direito Empresarial com ênfase em Recuperação Judicial e em Advocacia societária.

Segundo dados da revista Dinheiro Rural, o Agronegócio vem crescendo nos últimos 10 anos, evoluindo exponencialmente no Brasil. A produção rural ampliou de 2003 de 119 milhões de toneladas de grãos em uma área plantada de 47,4 milhões de hectares para cerca de 186 milhões de toneladas em 53,2 milhões de hectares atualmente.

Diante disso, busca-se também esse novo olhar para o agronegócio e a mulher vem ganhando espaço neste contexto, tomando muitas vezes, a frente dos negócios na gestão das propriedades. E é preciso estar atenta para a organização de toda a propriedade, bem como a documentação e das questões trabalhistas: “Para que haja o crescimento sadio e sólido é necessário organização, haja vista que, como qualquer outro empreendimento realizado pelo empresariado Brasileiro, este setor sofre com os gargalos comuns à exploração da atividade empresarial no país”.

Stephanie cita que uma das maiores barreiras ao desenvolvimento sadio do Agro se encontra na questão trabalhista. Isto porque, a legislação além de ser extensa e prolixa, ainda “superprotege” o empregado, o que torna o vínculo empregatício oneroso e complexo. “Visando minimizar os custos e organizar a empresa, o produtor rural necessita ter em mente que a gestão trabalhista é fundamental para que o produto final não encareça a ponto de inviabilizar a competitividade em seu preço”.

A advogada diz que é comum a ausência organizacional do setor trabalhista não somente no campo, mas também na cidade, o que pode ocasionar pagamentos de verbas desnecessárias aos funcionários, acidentes de trabalho, demandas trabalhistas, multas dos órgãos fiscalizadores, dentre outros.

Na opinião da especialista, a parte organizacional e administrativa da propriedade é algo imprescindível “É necessário que o produtor rural, assim como estruturou os meios de produção, estruture a parte organizacional e administrativa da empresa sendo imperioso o desenvolvimento de gestão trabalhista especializada, ou melhor, a realização de um verdadeiro ‘Compliance’ trabalhista, visando a análise dos detalhes da cadeia de produção que envolvem o negócio, a fim de afastar as irregularidades, que podem trazer inúmeros prejuízos”.

E aí entra o papel da mulher, que tem sido fundamental no setor do agronegócio na atualidade, por sua sensibilidade, organização e habilidade feminina para lidar com pessoas: “Nesse ponto, o olhar da mulher para o campo, traz não somente a acuidade necessária com os pontos nevrálgicos do empreendimento, como também as soluções para que o produtor rural possa desenvolver sua atividade econômica sem riscos e de forma plena, visando a longevidade de seu negócio, e essa habilidade feminina para a gestão de pessoas que nos chama a atenção. O feeling, a dedicação e organização das mulheres faz com que sua administração na propriedade rural gere bons resultados na gestão trabalhista”.

Para saber mais sobre o tema participe do VIII Fórum Mulheres do Campo. O evento acontece no dia 22/1 no auditório do Centro de Eventos Ari José Riedi, a partir das 8h30 da manhã. As inscrições são gratuitas, mas as vagas são limitadas. Inscreva-se pelo link: http://www.catsorriso.com.br/inscricoes/new?event_...

Informações no site: www.catsorriso.com.br. Ou ligue: 3544-3379.

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