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​Ibama flagra madeira ilegal e aplica R$ 4,7 milhões em multas em 20 fazendas em MT

G1/MT em 17/09/2019 às 16:19. Lida 197 vezes.

Uma operação do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) flagrou madeira ilegal, maquinários e aplicou mais de R$ 4,7 milhões em multas em 20 propriedades entre os municípios de Cocalinho e Nova Nazaré, a 765 km e 800 km de Cuiabá, respectivamente.

Os fiscais suspeitam que a madeira tenha sido extraída da Terra Indígena Areões. É a mesma terra que foi devastada por uma queimada entre maio e agosto. Naquela ocasião, o Ibama tentou identificar os responsáveis pela destruição de 219 mil hectares da reserva indígena.

A ação, que é um seguimento da Operação Siriema, começou nos últimos dias e deve ser realizada até sexta-feira (20). Ninguém foi preso até o momento.

O Ibama informou ao G1 que a operação, até essa terça-feira (17), vistoriou mais de 8,8 mil hectares em 20 propriedades. Dessas, 17 foram autuadas, receberam termos de embargo e apreensão e outras penalidades.

Foram embargadas 4,5 mil hectares de área e um total de R$ 4,7 milhões em multas por crimes ambientais.

A continuação da operação tentava localizar quem comprou a madeira ilegal e quem financiou o desmatamento.

Em uma das fazendas, especializada em criação de animais e exploração florestal, os agentes encontraram 110 mil hectares desmatados ilegalmente. A área de mais de mil hectares foi embargada e o dono recebeu multa de mais de R$ 1 milhão.

A multa é tanto pelo desmate quanto pelo depósito da madeira. Maquinários usados no desmatamento também foram apreendidos e levados para prefeituras. Já a madeira foi apreendida e doada às autoridades de segurança.

O material deve ser leiloado e o recurso, futuramente, usado para instalações de combate aos crimes ambientais.

De acordo com o Ibama, a região de Cocalinho é uma área considerada de extrema importância por ser a principal região da planície aluvial, ou seja, onde os sedimentos dos rios são rapidamente despejados. A gestão do território repercute diretamente na vazão do Rio Araguaia.

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