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​Intervenção na PCE deverá ser prorrogada por mais 30 dias; 300 celulares apreendidos

Olhar Direto em 10/09/2019 às 17:47. Lida 362 vezes.

A ‘Operação Agente Douglas’, que completará um mês na próxima quinta-feira (12), deverá ser estendida por mais 30 dias, segundo o que apurou o Olhar Direto. A Secretaria de Segurança Pública (Sesp) prepara a prorrogação com o objetivo de finalizar as obras que acontecem dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE), que passa por uma minuciosa limpa feita pelos agentes do Estado.

O quadro de reposição dos servidores do Grupo de Intervenção Rápida (GIR) já foi montado e não haverá diminuição do efetivo, que continuará com mais de 200 homens, parte em regime de plantão e o outro montante de prontidão para atender a qualquer chamado na unidade prisional.

“A segunda etapa é necessária para concluir a reforma e aperfeiçoar os procedimentos de rotina da penitenciária. Com a conclusão da obra, os visitantes terão mais conforto ao visitarem os presos e o procedimento de atendimento dos advogados e defensores serão aperfeiçoados”, diz o diretor da unidade, Agno Ramos.

Segundo o apurado pela Olhar Direto, o número de celulares encontrados com os detentos supera a marca de 300 aparelhos (Iphones, Galaxy, entre outros considerados top de linha). Além disto, os agentes também recolheram mais de dez quilos de drogas.

Os envolvidos na operação dizem que os indicadores apontam para o sucesso da ação, já que até agora nenhum disparo de arma de fogo foi feito. Os atendimentos médicos, de dentista e ambulatoriais estão mantidos. Além disto, as saídas para realização de audiências judiciais estão ocorrendo normalmente.

Consta ainda que o índice de violência nos crimes típicos de facção tiveram uma visível queda. Já os que ocorreram, foram rapidamente desvendados pela Gerência de Combate ao Crime Organizado que, além de identificar os autores, recuperou os produtos levados pelos bandidos em curto espaço de tempo.

Uma entrevista coletiva deverá ser anunciada pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp) na quinta-feira (12), onde o secretário Alexandre Bustamante irá apresentar o balanço do que foi apreendido na operação.

Materiais

A intervenção na Penitenciária Central do Estado (PCE), batizada de ‘Operação Agente Douglas’, continua a retirar diversos objetos e produtos de dentro das celas da unidade prisional. Os agentes encontraram drogas, aquecedores de água e até bebidas alcoólicas artesanais. O objetivo da ação é fazer uma limpa, reforma e reestabelecer a ordem no local, que conta com 2.400 reeducandos.

Desde o início da operação, foram retirados de dentro das celas dos presos todo o excesso de material que dificultava os procedimentos de revista pelos servidores da unidade: colchões, puff´s, ventiladores, televisores, aparelhos de rádio, aquecedores de água, sanduicheiras, freezers, entre outros.

Além do excesso de material legal, também foi apreendida uma grande quantidade de celulares, armas brancas, carregadores, baterias de celulares e bebidas alcoólicas (‘Maria Louca’, uma bebida artesanal feita pelos próprios presos como resultado da fermentação de arroz e cascas de frutas cítricas).

A Secretaria de Segurança Pública (Sesp) ainda não divulgou números oficiais da apreensão dos materiais ilícitos. Porém, constantemente, em vários procedimentos de revistas em celas diferentes, os agentes plantonistas e o Grupo de Intervenção Rápida apreendem mais celulares e drogas.

Uma coletiva de imprensa deverá ser convocada ao fim dos trabalhos dentro da penitenciária. Na ocasião, o secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, deverá apresentar os números finais de tudo que foi apreendido.

Operação

A operação foi batizada de “Agente Douglas” em homenagem ao agente penitenciário executado por membros do Comando Vermelho, na cidade de Lucas do Rio Verde, com vário tiros de pistola 0,9 mm, quando chegava em sua residência.

A operação de reforma na Penitenciária Central do Estado foi iniciada no dia 12 de agosto. Estão sendo realizadas mudanças nas celas, pinturas e retirada de produtos que estão em desconformidade com o Manual de Procedimento Operacional Padrão do Sistema Penitenciário.

Além da reforma, a operação de revista geral tem o objetivo de fortalecer as ações de enfrentamento a crimes que possam ser cometidos dentro da unidade penal, além de se antecipar a possíveis atos delituosos.

Durante este período, estão suspensas as visitas aos reeducandos. A operação é realizada apenas na Penitenciária Central do Estado, não sendo estendida a nenhuma outra unidade no interior ou mesmo na Capital.

Entre os materiais em excesso que estão sendo retirados, segundo o Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindspen), estão televisores, ventiladores, prestobarba, sanduicheiras e outros eletrodomésticos. “É uma limpa. O excesso atrapalha o trabalho de revista dentro da unidade. É até uma questão de saúde, temos um número alarmante de doenças infectos contagiosas”, disse a presidente do Sindspen, Jacira Maria da Costa.

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