Sorriso FM 99,1

29/05/2019 14:29
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Folha 360

Após corte, UFMT entra em colapso e vai parar de funcionar em agosto

O Conselho Superior de Ensino e Pesquisa (Consepe), da UFMT, Universidade Federal de Mato Grosso aprovou uma nota em defesa da Educação Pública e em apoio às mobilizações do dia 30 de maio, que buscam a reversão no corte de 30% do orçamento, imposto pelo Governo Federal.

O Consepe foi taxativo ao afirmar que a UFMT poderá deixar de funcionar no segundo semestre com a redução de R$ 34 milhões já em 2019, resultado do decreto do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Também foi aprovada resolução que inclui nos calendários acadêmicos de 2019 o dia de 30 de maio como “data Oficial de Mobilização Nacional em Defesa da Educação Pública”.

A nota evidencia o impacto da UFMT na sociedade mato-grossense, não apenas por causa dos 26.938 estudantes de graduação presencial e a distância matriculados na Instituição, mas também pelos diversos serviços prestados à comunidade de maneira direta, com destaque para o Hospital Universitário Júlio Müller, o Hospital Veterinário e o Núcleo de Prática Jurídica, que oferecem atendimento gratuito à população.

Além disso, o documento alerta sobre a possibilidade da UFMT não conseguir funcionar a partir de agosto, devido à falta de recursos para o pagamento de serviços e insumos essenciais, incluindo água, energia elétrica, segurança, materiais de pesquisa, entre outros.


O Consepe anuncia apoio integral às mobilizações do dia 30, em defesa da Educação pública de qualidade e socialmente referenciada e contrárias aos cortes no orçamento e convida a sociedade a aderir.

NOTA PÚBLICA DO CONSEPE

A Universidade Federal de Mato Grosso, em seus 48 anos de existência, com inserção social imprescindível à sociedade mato-grossense, reúne o tripé ensino, pesquisa e extensão. Considerada pela avaliação do Ministério da Educação a 34ª melhor universidade do país, com nota 4 (numa escala de 1 a 5), busca constantemente a excelência.

A UFMT oferta 114 cursos de graduação (106 presenciais e 8 a distância), distribuídos em cinco Câmpus e 17 polos, abrangendo 33 cidades, e totalizando 26.938 estudantes matriculados. Quase 70% dos graduandos possuem renda de até 1,5 salário mínimo. Na pós-graduação, são 66 cursos de mestrado e doutorado, nos quais estão matriculados 2.446 estudantes.

Entre os serviços prestados à comunidade, vale destacar os do Hospital Universitário Júlio Müller, do Hospital Veterinário e do Núcleo de Prática Jurídica, que atendem, de forma gratuita, a população mato-grossense.

No Brasil, as universidades federais são responsáveis por 90% de toda a pesquisa científica realizada, o que traz benefícios como a recente descoberta por pesquisadores da UFMT de produto capaz de eliminar a larva do mosquito Aedes aegypti, principal causador de doenças como dengue, chikunguya e zika.

O corte, recentemente anunciado pelo Governo Federal (30% da verba de custeio), atinge serviços essenciais para o funcionamento da Universidade, envolvendo recursos destinados ao pagamento de água, energia elétrica, segurança, internet, limpeza, entre outros.

De acordo com levantamento da reitoria, os contratos permitem o funcionamento da UFMT apenas até o primeiro semestre de 2019. Em outras palavras, a partir de agosto a Universidade pode parar por falta de recursos!!!

O CONSEPE – Conselho Superior de Ensino e Pesquisa da UFMT aprovou, em sessão ordinária, o apoio integral às mobilizações do próximo dia 30 de maio, em defesa da Educação pública de qualidade e socialmente referenciada, e contrárias aos cortes de gastos anunciados pelo Governo Federal.

Conclamamos a sociedade de Mato Grosso para aderir a esta luta, que é de todos que se preocupam com o ensino de qualidade e com a pesquisa, imprescindíveis para o desenvolvimento do país.

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