Agora: Bom Dia Sorriso

Comitiva formada por representantes do Brasil, Alemanha e Reino Unido visitam Sorriso para conhecer realidade local do agronegócio e agricultura familiar

Assessoria em 28/05/2019 às 16:06. Lida 556 vezes.

O CAT – Clube Amigos da Terra esteve recepcionando no último sábado, dia 25/05 uma comitiva formada por representantes da SEMA- Secretaria de Estado de Meio Ambiente, do Programa PCI – Produzir, Conservar e Incluir, em uma missão de monitoramento do Programa REDD+ For Early Movers (REM), do Banco de Desenvolvimento Alemão KFW. O grupo, incluindo integrantes do Brasil, Alemanha e Reino Unido, deverá definir estratégias de operacionalização e critérios de elegibilidade e repartição dos benefícios que foram destinados para Mato Grosso durante a COP 23, realizada em Bonn na Alemanha no ano passado.

O objetivo da visita foi conhecer o trabalho do CAT, os projetos agropecuários, áreas de restauro em Sorriso e especialmente na agricultura familiar, a produção de hortifruti. Eles visitaram pela manhã o CAT, após a vitrine do projeto de Educação Ambiental “Sorriso Vivo”, localizada na Fazenda Santa Maria da Amazônia, de propriedade do senhor Darcy Getúlio Ferrarin. Lá eles viram de perto o projeto de reflorestamento e conservação ambiental e também as áreas de APPS restauradas e o cuidado com as nascente d’água.

Na parte da tarde uma reunião com Agricultura Familiar, no Sítio Raízes da Terra, Assentamento Jonas Pinheiro de propriedade do senhor Valdemar Aparecido Capelli: com a participação de representantes de entidades como: Coopercel, Associação dos Fruticultores, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, EMPAER/MT, Associação dos Produtores Orgânicos, Associação das Mulheres Produtivas do Assentamento Jonas Pinheiro, Secretário de Agricultura e Meio Ambiente e a Presidente do CAT Sorriso. O intuito foi apresentar como funciona o programa e ouvir as necessidades da comunidade. Os participantes também puderam conhecer no sítio como é feita a produção de seis variedades de frutas: coco, goiaba, mamão, manga, pinha e pitanga. Secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Sorriso, Marcio Kuhn esteve acompanhando a comitiva e falou desse importante momento “Ficamos muito felizes com a visita dessa comitiva dessa envergadura, os Europeus visitando a Agricultura Familiar do nosso município. É o sinal de que estamos no caminho certo.

Fernando Sampaio diretor do PCI – “Produzir, Conservar e Incluir”, disse que a estratégia do governo de Mato Grosso visa a captação de recursos objetivando o aumento da eficiência da produção agropecuária e florestal, a conservação dos remanescentes de vegetação nativa, recomposição dos passivos ambientais e a inclusão socioeconômica da agricultura familiar, além de gerar a redução de emissões e sequestro de carbono, mediante o controle do desmatamento. “O PCI é um grande guarda-chuva para produção, conservação ambiental e inclusão também do pequeno agricultor. Estamos tentando replicar essa visão aqui em Sorriso. O município já entrou num acordo sobre qual é sua visão de futuro. E a nossa função é ajudar a trazer parcerias e investimentos para que essa visão aconteça. Esse programa que é do banco Alemão de desenvolvimento é uma das possibilidades que a gente tem de recursos que podem apoiar algumas metas do município, na produção sustentável de soja, na agricultura familiar. Então a gente trouxe eles para conhecerem Sorriso e também para o pessoal daqui entender um pouco desse programa e como ele funciona”.

Os produtores em diversas linhas de produção poderão obter recursos de acordo com os projetos, que poderão ser atendidos aí pelo programa “A ideia é fortalecer a agricultura familiar com projetos estruturantes, então temos que pensar nas cadeias prioritárias aqui para o município, onde é que tem oportunidade e onde que esse tipo de recurso pode ajudar a destravar os gargalos. A ideia é apoiar algumas cadeias prioritárias como é o leite e a fruticultura, o extrativismo de qualquer tipo desde sementes até castanha, apoiar as entidades da Agricultura Familiar, sejam associações, cooperativas, seja na gestão, seja em adquirir um equipamento de processamento. A ideia de estar melhorando a renda das pessoas ao mesmo tempo promovendo a conservação do meio ambiente a recuperação de áreas degradadas. Para a média produção de pecuária e de soja também vale a ideia. O programa tem uma coordenação lá em Cuiabá que é representada pela SEMA e pela PCI-MT e tem coordenadores de cada um desses subprogramas (agricultura familiar, povos indígenas, produção de soja, pecuária, etc.). Vamos comunicar também sobre as oportunidades, as chamadas de projetos para todo mundo”.

Lígia Mara Vendramin, coordenadora do programa REM-Mato Grosso “O programa REM é voltado aos pioneiros que ajudam a proteger a floresta e aqueles pioneiros que vivem sem desmatar a floresta. Então são dois tipos de atuação: aqueles que nunca desmataram e aqueles que hoje vivem nessa linha de pressão onde o desmatamento chega com mais força. 60% dos recursos são para serem aplicados diretamente na sociedade que vive protegendo a floresta. Então uma parte é para ser aplicado na agricultura familiar e comunidades tradicionais, outra parte é para ser aplicada nos territórios indígenas e a outra parte em propriedades de até médio porte, de forma a aumentar a produtividade dessas propriedades e melhorar as práticas tornando-as mais sustentáveis e aumentando a rentabilidade e consequentemente diminuindo o desmatamento. É mostrar aos proprietários, que eles não precisam desmatar mais para produzir mais e para obter mais renda. Esse é o objetivo do programa. Neste momento viemos mais para conhecer do que para a gente explicar. Mas teremos uma fase de grande divulgação do projeto. Estamos trazendo inclusive os financiadores para que eles observem que existem iniciativas muito positivas, consolidadas e sustentáveis em Mato Grosso. E para demonstrar aos financiadores que tipo de coisa a gente vai poder financiar. Nossa expectativa é que dentro de um mês a gente consiga lançar o primeiro edital.

Já o Programa Pioneiros em REDD, conhecido como REM, é uma iniciativa dos Governos da Alemanha e Reino Unido implementado pelo Banco de Desenvolvimento KFW. O projeto incentiva as práticas sustentáveis de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento, Degradação Florestal, Conservação, Manejo Sustentável e Aumento dos Estoques de Carbono Florestal), desenvolvidas no bioma Amazônico. Os recursos são destinados aos Estados comprometidos com o desenvolvimento sustentável.

Christiane Ehringhaus gerente de projetos e coordenadora do programa REM disse como funciona o programa “O programa tem uma cooperação bilateral então do governo alemão e governo britânico com o Mato Grosso, através do funBio, que é o mecanismo financeiro e a gente premia nossos parceiros quando eles conseguem reduzir o desmatamento comparado com o passado histórico. Por exemplo, para 2015 o desmatamento estava bem abaixo do histórico passado, aí então a gente conseguiu fazer o primeiro pagamento. Em 2016/17, também nós vamos conseguir fazer no ano que vem outro pagamento. Já 2018, subiu bastante o desmatamento, então para esse ano nós vamos poder fazer um pagamento muito grande. Então nos anos bons, de baixo desmatamento a gente consegue premiar, nos anos de desmatamento alto não. Isso se chama pagamento por resultado”.

Os recursos serão investidos em diferentes estratégias para trazer benefícios para as pontas e ajudar os produtores realmente a melhorar sua produção de uma forma que ela aumente de forma sustentável, sem precisar desmatar mais. Como o projeto está no começo, estamos conhecendo diferentes realidades, desde os grandes produtores, médios produtores até 15 módulos fiscais até pequenos produtores, colonos, chácaras que tem uma outra realidade totalmente diferente conhecer as necessidades para que a gente espera que no futuro não tão distante ainda esse ano possa ser lançado edital para agricultura familiar e que iniciativas, as cooperativas, as associações produtivas possam propor projetos junto com as suas redes para receber apoio na forma de assistência técnica mas também na forma de recursos ou insumos para melhorar sua produção.

A última a visita foi na Fazenda Santana, de propriedade do Sr. Luiz Fernando Ribeiro Paiva e Dudy Paiva para conhecerem os critérios e benefícios da fazenda certificada padrão internacional RTRS - Round Table on Responsible Soy. Na oportunidade, ouviram os proprietários como funciona a e os benefícios da certificação RTRS, bem como a parte de restauro e preservação das áreas de APPs. A comitiva finalizou as visitações com um café de confraternização servido pela família Paiva. No momento a Presidente do CAT, Dudy Paiva, agradeceu a comitiva “Ficamos muito felizes por terem vindo a Sorriso para informar como o programa PCI, funciona e conhecer in loco nossos projetos, ouvir a comunidade e entender as reais necessidades. Agora vamos desenvolver os projetos que foram mencionados e esperamos ser contemplados”.

Mais informações podem ser obtidas junto ao CAT Sorriso pelo telefone: (66) 3544-3379. Ou pelo site: catsorriso2@catsorriso.com.br.


Enquete


Você é contra ou a favor de eleições para diretores e coordenadores de escolas públicas municipais?
Parciais