Sorriso FM 99,1

17/05/2019 15:38
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PRF/MT


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu novamente por estelionato nesta terça-feira (14) Sadi Luiz da Silva, 40 anos. Desta vez, estava em Sorriso (distante 398 km de Cuiabá) na posse de um Hyundai HB20 subtraído de uma mulher enganada por ele no Estado de Minas Gerais, no que parece ser a modalidade preferida para aplicação de seus golpes.

Ex-funcionário da Câmara Municipal de Cuiabá, Sadi é famoso por já ter causado pelo menos R$ 100 mil de prejuízo às suas vítimas na capital. Em outra ocasião, somente a uma das enganadas, deixou R$ 33 mil em dívidas pelo aluguel de um carro feito em nome de uma de suas seduzidas.

No caso recente no Sul do Estado, além de ter levado o carro, ele também deixou milhares de reais em dívidas para a ex-namorada. Sadi fora preso pela primeira vez em 2004, quando tentava vender cargos no governo do Estado sem concurso público ao preço de R$ 400.

Desta vez, só foi preso por acaso, durante abordagem de rotina feita pela PRF, conforme explica o agente da PRF Ariston: “não tínhamos ideia, mas ao checarmos o veículo, constatou-se furto. Mediante investigações preliminares ainda no local, foi constatado que ele tinha pegado esse carro da namorada e o cartão de crédito dela. Estourou o limite, não devolveu o carro e está rodando há três meses por todo o país. Entramos em contato com ela, que disse que estava apaixonada e por isso locou o carro pra ele, que brigou com ela, fez várias compras, foi embora e deixou a fatura para ela pagar posteriormente”, explicou.

LONGO HISTÓRICO

Sadi Luiz da Silva caiu nas garras da lei pela segunda vez em outubro de 2015, quando passava-se por presidente do Detran mato-grossense. Solto meses depois, voltou a praticar golpes e foi indiciado em pelo menos oito inquéritos policiais em trâmite à época. Detalhe: esse número é somente da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá e não leva em conta os golpes cometidos em outros estados.

Por exemplo, Sadi também é acusado de crimes de estelionato qualificado e apropriação indébita na cidade de São José do Rio Preto, São Paulo, onde chegou a ser preso por uma equipe da Gerência de Operações Especiais (GOE) da Polícia Judiciária Civil (PJC) daquele estado.

Quando da prisão há quase quatro anos, agentes da Derf Cuiabá passaram três meses no encalço do falsário, em contato com pessoas do convívio social dele e suas vítimas anteriores. Foi por meio destas, aliás, que a PJC descobriu vários registros de boletins de ocorrência. Todos relativos a golpes praticados por ele com o mesmo modus operandi: enganando mulheres ou incautos, induzindo-os a dar-lhe valores, cartões de crédito ou realizando compras para ele.

À época, a delegada Núbya dos Reis explicou que o criminoso se infiltrava no meio de pessoas do mesmo círculo de amizade de suas vítimas, sempre com um bom poder aquisitivo. Em um dos casos, uma vítima, proprietária de uma empresa de locação de carros, alugou para Sadi um veículo. Foi a que ficou com o prejuízo de R$ 33 mil pela locação não paga. Depois, Sadi mentiu a outra mulher que o carro era dele e o vendeu para ela.

Num outro amigo dessas mulheres, dono de uma loja de bicicletas, Sadi também aplicou um golpe fingindo-se de cliente. Ele chegou à loja e disse ao vendedor que gostaria de comprar uma bicicleta, mas precisava testar o produto antes. O modelo era avaliado à época em R$ 5 mil. Sadi montou na bicicleta e sumiu. Dias depois, a vendeu para outra pessoa.

Em outro de seus muitos golpes, o homem de 40 anos entrou numas de se passar por diretor do Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e saiu a oferecer objetos apreendidos pela Receita Federal e que supostamente seriam leiloados. Ele nunca teve nada pra entregar, mas realizou diversas vendas.

Ainda em 2015, soube-se que Sadi participava de um grupo de corridas de rua de Cuiabá. Deu um jeito de ficar amigo dos outros corredores e começou a se queixar de dificuldades financeiras. Conseguiu angariar uma boa quantia de dinheiro em “ajuda” vinda da parte dessas novas amizades. Para pagar, fez vários depósitos. Eram cheques sem fundos ou envelopes de dinheiro vazios. Sempre que preso, confessava todos seus crimes.

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