Sorriso FM 99,1

16/05/2019 15:49
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Assessoria


O casal Nádia e Marco Wenzel, empresários do ramo de veterinária em Sorriso, que estavam preocupados em proporcionar uma vida mais saudável para a família estão conhecendo melhor o projeto de Agroecologia e a APOS – Associação de Produtores de Orgânicos de Sorriso. A intenção é também fazer parte da associação. A busca pela produção de orgânicos começou porque o casal possui dois filhos e enfrentavam problemas com alergias e intolerâncias, que se tornaram frequentes hoje em dia. Querendo mudar essa situação, buscaram tornar a propriedade que possuem e que antes era utilizada somente para o lazer e espaço para os cães, em um lugar produtivo e o que é melhor, com base na produção orgânica, ou seja, sem a utilização de agrotóxicos. Para isso foram atrás de mais informações como revelou Nádia.

"Olha o início foi a gente adquirir a chácara e tinha uma vontade de querer produzir, mas não sabia como e nem de que maneira fazer isso, então no início foi usada somente para lazer, e para hotel dos cachorros e adestramento. A gente queria plantar e não sabia como porque não tínhamos as ferramentas para isso. Fizemos então um curso na Bahia sobre sintropia e isso criou nas nossas mentes o desejo de começar a produzir. Assim, iniciamos há um ano e meio um projeto de agrofloresta plantado de maneira sintrópica, que é a mistura dessas culturas na "instalação" plantadas em linhas tudo junto. Então a gente tem desde pé de eucalipto, açaí, citrus, banana, abacaxi tudo misturado e entre essas linhas, a gente colocou flores tropicais. As flores tropicais elas convivem junto com essa na Floresta e objetivo é produzir de maneira orgânica, então toda poda dessas árvores, os galhos, até o capim que está plantado entre as linhas é com o objetivo de produzir massa e matéria orgânica, a gente não tem que trazer nada de fora, nenhum adubo químico”.

A preocupação Inicial foi com relação a uma alimentação mais saudável “A família tem algumas alergias e intolerância ao glúten, ao leite que até hoje a gente tomava leite de caixinha. Isso tudo começou com essa preocupação de diminuir a quantidade de produtos químicos, de se alimentar de coisas mais naturais. Então a gente tem uma horta caseira para consumo próprio, que a gente está ‘apanhando’ bastante para aprender a mexer, porque não é fácil, principalmente quando você decide ser orgânico, porque se lá tem um bicho passa veneno resolve, mas quando é orgânico não, a gente tem que conviver com tudo isso da natureza”.

Segundo Nádia, o casal pretende ampliar essa produção orgânica que hoje é só para consumo próprio. “A gente pretende ampliar porque na chácara havia muito gramado e isso dá muito trabalho. Então a gente está transformando tudo isso em agroflorestal. A ideia na verdade, é transformar em uma floresta comestível. E no meio dessa Floresta comestível, a gente tem as flores tropicais, que é uma maneira também de fazer um ganho com a produção. Mas a ideia é ampliar até a parte de hortaliças, porque a partir do momento que você tem para ter o consumo e começa a sobrar, a gente consegue compartilhar e trabalhar esse excedente”.

A partir da mudança na alimentação, com o consumo de hortaliças e frutas orgânicas eles já perceberam mudanças na questão da saúde da família. “Já percebemos uma mudança grande. A gente está participando das reuniões da APÓS - produtores de orgânicos de Sorriso e o grupo está se movimentando fazendo visitas em várias propriedades e aí quando a gente ouve depoimento de uma pessoa que plantavam alface, por exemplo, e que não tinha coragem de comer o próprio alface porque a quantidade de veneno era tão grande e hoje ele come uma alface tranquilamente porque sabe da onde vem, então a gente, participando disso, começa a prestar mais atenção nisso. Então se eu puder me alimentar de produtos mais naturais e para isso eu tenha que plantar, vamos plantar. A gente percebe que muda muito alimentação e a gente está ensinando isso para as nossas crianças como se alimentar melhor.

E para finalizar, ela contou que surpreendentemente as alergias da família já diminuíram ou até mesmo desapareceram. “Nossa não tem mais energia e até a consciência de tentar se alimentar de coisas mais naturais, com menos produtos químicos, melhorou muito a nossa saúde hoje.

O projeto “Gente que Produz e Preserva”, do Clube Amigos da Terra, o CAT, é desenvolvido em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE-MT), Prefeitura Municipal com apoio da WWF Brasil. Mais informações podem ser obtidas junto ao CAT Sorriso – que fica localizado em sala anexa ao Sindicato Rural de Sorriso. Telefone 3544 – 3379.

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