Sorriso FM 99,1

08/12/2018 10:19
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Fernando Luiz - Depto Jornalismo com Raphael Cost

Nos últimos 40 anos, a história do Brasil foi transformada pela ciência, pela tecnologia e pela inovação. No campo, essa transformação está ligada a história dos extensionistas da assistência técnica e extensão rural pública, que levam a cerca de 2.3 milhões de famílias de pequenos e médios agricultores conhecimento e tecnologia na forma de inovação.

São cerca de 15 mil profissionais espalhados pelos 26 estados e Distrito Federal, numa teia de educação não formal, que alçou o Brasil a um dos países com maior produtividade na área agrícola. Isso faz com que o trabalho desses profissionais no campo, que geram ocupação para mais de 12 milhões de pessoas, seja pautado pelo conceito de sustentabilidade, preservando a terra, rios, florestas, e responsáveis pela produção de alimentos, que abastecem a mesa de 70% dos brasileiros.

Chamados de produtores de qualidade de vida, pelo diretor executivo do Instituto Fórum do Futuro, Fernando Barros, os extensionistas têm papel educador, articulador e facilitador como algumas de suas principais funções. E, segundo o professor Allyson, da Universidade de Santa Maria, não há desenvolvimento nas comunidades rurais sem a extensão rural. Ele afirma que esse crédito deve ser dado aos extensionistas.

O representante da Embrapa Milho, Fredson Ferreira Chaves diz que a palavra-chave para a agricultura nos próximos anos é integração. Ele acredita que há a necessidade de conectar toda essa rede, e para isso, é fundamental a parceria com extensionistas da ATER pública. Fredson defende a reconstrução de pilares bem estruturados, trabalhando os alicerces conectando pesquisa, extensão, produtores e consumidores. Essa seira a base de sustentação para que a Embrapa continue gerando soluções tecnológicas.

Avaliando que o fio condutor do trabalho dos extensionistas é o desafio, o presidente da Asbraer, Luiz Hessmann, elencou os principais desafios para os próximos anos.

"O desenvolvimento das ATER nos estados e municípios. Para nós é claro que andorinha só não faz verão. E para nós é muito claro, se não tivermos parcerias muito claras com estados e municípios, não vai acontecer. É lá que acontecem as coisas. Se nós não estivermos desconectados disso, se não tivermos uma legislação, uma formalização legal para isso, não acontecerá.”

Outros pontos avaliados como importantes desafios são a estruturação de um sistema abrangente para buscar um mercado permanente, pensando na colocação da produção da agricultura familiar para a criação de novos nichos e novos produtos. Também buscar conhecer consumidores, cadeias de distribuição e fornecedores. O presidente da Asbraer também destacou a necessidade de ter uma educação como modelo de transformação do negócio, e disse que o produtor precisa dessa fórmula


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