Sorriso FM 99,1

25/11/2018 10:31
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Fernando Luiz com assessoria

Parece mesmo repetitivo, mas fato é que a guerra comercial entre China e Estados Unidos continua sendo o principal fator de atenção no mercado da soja. No Brasil ou no cenário externo, as declarações de ambos os lados têm tido força para influenciar o mercado de forma bastante agressiva nos últimos meses e uma possível solução para esse problema deverá chegar somente em 10 dias.

Donald Trump e Xi Jinping se encontrarão na próxima cúpula do G20, na Argentina, entre os dias 30 de novembro e 1º de dezembro, e até lá, "nenhum outro fator é maior do que a guerra comercial", explica o consultor em agronegócio da Terra Agronegócios, Ênio Fernandes.

Enquanto uma definição não é apresentada, quem mais sente são os preços e os sojicultores, que viram os negócios perderem força e direção desde que a disputa foi iniciada. No Brasil, apesar do resultado ter se mostrado bem positivo até este momento - com os chineses focando aqui sua demanda e o país bater volumes recordes de exportação - somente no último mês os prêmios pagos nos portos brasileiros caíram mais de 30%.

No terminal de Paranaguá, as posições novembro e dezembro/18 perderam, respectivamente, 39,92% e 38%, passando para US$ 1,55 por bushel sobre o valor de Chicago, contra US$ 2,58 e US$ 2,50, 30 dias atrás. Fevereiro passou de US$ 1,35 para US$ 1,00/bushel, com queda de 25,93%, enquanto o março/19 se mostra em US$ 0,70, contra US$ 1,00 há um mês, com baixa de 30%.

O recuo mais intenso dos prêmios brasileiros se deu depois das especulações de que Trump teria amenizado o tom sobre as conversas com a China e garantido que queria a soja em qualquer acordo que fosse firmado com a nação asiática.

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