Sorriso FM 99,1

16/08/2018 16:43
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Tâmara Figueiredo


O juiz titular da 43ª Zona Eleitoral de Sorriso, Anderson Candiotto esteve no programa A Voz do Povo para falar sobre o início do processo das eleições.

O prazo máximo para apresentação dos pedidos de registros de candidaturas junto à justiça eleitoral expirou nessa quarta-feira, dia 15/08. A partir de hoje os candidatos já podem pedir o voto para a população. “O Brasil vive um momento atípico a população criou um senso critico e exige um novo estado, diferente, transparente e vocacionado para atender os reais interesses do povo, da nação. O que está em jogo neste período de consciência critica é a própria democracia. E digo aos candidatos que esse é o momento de deixar claro que a democracia ainda é o melhor regime. Não conhecemos na história da humanidade, um regime melhor do que o democrático, onde as pessoas se fazem representar livremente, por representantes eleitos que representam os mais variados grupos e interesses sociais para que o pensamento e a dignidade desses grupos sejam respeitados”.

O magistrado elogiou a iniciativa da Sorriso FM em promover uma série de entrevistas com os candidatos de Sorriso que irão disputar um vaga para deputado estadual ou federal . E disse que os candidatos devem aproveitar bem esse espaço para realmente mostrar suas propostas de atuação.

Também falou sobre assuntos como financiamento de campanha, caixa2, corrupção passiva e ativa “Será feito isso, os bancos são obrigados a fornecer para a justiça eleitoral toda movimentação financeira dos últimos 60 dias da eleição de todos os envolvidos no certame político para evitar o caixa2 e para evitar também que empresas ou pessoas saquem dinheiro na boca do caixa, já que a transferência não é permitida, saquem dinheiro em grandes quantidades em espécie para que ele compre o voto de quem não se valoriza como ser humano e se coloca numa prateleira e se vende por 50, até por 20 reais. Nas eleições passadas fizemos isso e tem gente respondendo e se explicando na justiça até hoje por compra de voto.”

Segundo o magistrado, o maior fiscalizador é o próprio eleitor “Tudo que é roubado é porque alguém compra isso. É um comércio. Tem que ter demanda para que tenha a oferta. Na eleição Oe a mesma coisa. Se os eleitores se valorizarem como ser humano e que merece respeito, não aceita ser comprado porque não tem preço, o político vai ter que pegar esse dinheiro e deixar estocado, porque voto não irá comprar.

Por fim chamou a atenção do eleitor para que não venda seu voto por dinheiro algum, regalos ou facilitações “Como você se sente quando um bandido entra em sua casa e rouba uma televisão, um aparelho de som? O que vale mais um bem seu que é roubado ou quando um político entra na sua casa e lhe oferece dinheiro para comprar seu voto, sua consciência: Ele está roubando quatro anos de sua vida. Pense Nisso.”

E sobre as chamadas ‘fake news’ ou notícias falsas que acabam viralizando sugere que o eleitor fique muito atento: “Nessa época de muita individualidade em que todos têm a sua rede social vivemos um bombardeio de informações e também de correntes e notícias falsas. As pessoas não tem o cuidado de checar e transmitem aquilo com a ideia de ver o circo pegar fogo. Isso não é bom. Vivemos um período que precisamos de decisões corretas. Você recebe uma informação no seu celular que foge totalmente ao bom senso, procura na imprensa e ninguém está falando daquilo, segura porque provavelmente isso é mentira”.

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