07/07/2018 19:19

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Fernando Luiz com assessoria

Presidente da Aprosoja Antonio Galvan:

“Produtores não aceitam tabela de frete e desafiam caminhoneiros a fazerem nova greve”…

O presidente da Aprosoja Mato Grosso, Antônio Galvan, comentou a respeito do impasse sobre a questão dos fretes rodoviários, que segue sem resolução. Uma Comissão Especial aprovou um preço mínimo para o frete, que deve ser levado para votação na Câmara dos Deputados apenas na semana que vem - se houver agenda. Essa situação, por sua vez, compromete a safra brasileira em seu período crítico. Galvan, assim, convoca os produtores para "enfrentar a crise dos fretes". "Não temos outra saída. A greve começou no final de maio. Hoje estamos em julho e não conseguimos mais admitir a situação", aponta. Ele relata que os estoques estão parados dentro dos armazéns e que, ao mesmo tempo, os produtores colhem a safra de milho. Ele diz reconhecer a dificuldade dos caminhoneiros frente ao problema, mas que os produtores rurais terão sua safra comprometida nos próximos dias. Ele visualiza, assim, que a dívida está sendo "transferida" para o agronegócio em um momento no qual o setor também amarga prejuízo.

Produtores estiveram ao lado dos caminhoneiros….

Galvan lembra ainda que foi favorável à greve dos caminhoneiros de início, mas que passou a observar que a resolução da questão está sendo feita "unica e exclusivamente" para beneficiar o lado dos caminhoneiros por meio da intervenção na iniciativa privada. O presidente da Aprosoja também não apoia a definição de um preço mínimo para os fretes, já que ele acredita que é a oferta e a demanda que devem regular essa situação. A conta também começou a chegar na população urbana de modo geral, como ele visualiza. Na maioria dos municípios de Mato Grosso está tudo parado, silos cheios de soja, armazém com grãos de girassol e a lavoura de milho por colher. E o adubo da nova safra que não chega, Esta é a situação da agricultura do maior estado produtor do país, o Mato Grosso. Resultado do impasse em torno do valor do frete dos caminhoneiros. Galvan também manteve o “desafio” aos caminhoneiros por uma nova greve, garantindo que, caso ocorra novamente, não haverá apoio popular. “A todo o momento, estão falando que vão parar o Brasil mais uma vez. Eu desafiei e continuo desafiando eles a fazer isso de novo. Apoiamos. A sociedade apoiou. Hoje, ninguém mais apoia. Eu quero ver se têm capacidade de parar novamente. Não terão apoio novamente e sabem disso”.

Ministgro Blairo Maggi comenta a situação

O tabelamento foi contestado no Supremo Tribunal Federal (STF) por entidades da agropecuária e da indústria. “Uma tabela de custo mínimo pode ser absorvida? Pode. Mas ela tem que ser o mínimo, e a lucratividade, a atratividade, deve vir em função de quanto é transportado e o quanto as pessoas se envolvem nisso”, disse o ministro da Agricultura, Blairo Maggi. A MP está prevista para ser votada na câmara dos deputados na próxima semana. Em seguida, segue para análise do Senado. Caso não haja votação nas duas casas nesse período, retornará à discussão somente após o recesso parlamentar, em agosto. Até lá fica valendo a atual tabela estipulada, este ano, pela Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), que, segundo os agricultores, está travando a produção.