Sorriso FM 99,1

23/06/2018 13:52
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Assessoria de Imprensa - CAT Sorriso com ZF

De cada 100 empresas familiares do agronegócio, apenas quatro conseguem chegar sob o comando da família em sua quarta geração. O dado foi apresentado pela professora da Fundação Dom Cabral (FDC), Juliana Gonçalves, responsável pela abertura do evento “Elas no Campo 2018”, que aconteceu na última sexta-feira (15.06), em Cuiabá. Com o tema “Desenvolvendo Líderes para o Agro”, o encontro oferece conteúdo sobre Gestão e Governança, além de proporcionar a troca de conhecimento entre as participantes.

Cerca de 400 mulheres envolvidas com o segmento Agro acompanharam o evento. Entre elas, a presidente do Clube Amigos da Terra (CAT Sorriso), Dudy Paiva. "Foi excelente. Todas as palestras foram dadas por mulheres que administram alguma empresa do Agro. Sempre temos algo a aprender", concluiu.

O número de participantes foi comemorado pela diretora executiva do Grupo Valure, um das realizadoras do evento, a coach e mentora de gestão Lorena Lacerda. “Foram oito meses de planejamento e preparação para apresentar aos participantes um conteúdo de ponta. O ‘Elas no Campo’ foi pensado justamente para proporcionar uma experiência única de aprendizagem e aprimoramento contínuo”, destacou.

Na abertura da palestra, Gonçalves, jornalista que tem entre suas especializações o mestrado em Administração pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC) e FDC e é considerada uma das maiores autoridades na profissionalização de empresas familiares, trouxe números que demonstram a importância destas companhias no desenvolvimento do país. “Em todo o mundo, dois terços das empresas são de origem familiar. No agronegócio, esse percentual chega a 87%, o que dá a dimensão do assunto”.

Se chama a atenção o fato de que apenas 4% das empresas familiares ligadas ao agronegócio entram na quarta geração dos fundadores, o fato de que 70% deixam de existir ou ser controladas pela família que iniciou o negócio é um dado ainda mais alarmante.

Uma análise dos motivos que levam à dissolução das empresas familiares aponta que seis de cada 10 ocorrem por dificuldades na relação entre os herdeiros. “Grande parte disso poderia ter sido evitado. Poder evitar significa tomar atitudes hoje que evitam os problemas futuros”, pontou Gonçalves.


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