Sorriso FM 99,1

22/06/2018 10:31
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Fernando Luiz - Depto Jornalismo

Foram dois períodos cruciais enfrentados pelos produtores de milho de Sorriso e que influenciaram sobremaneira nos índices de produtividade, pelo menos neste inicio de colheita, mas que refletem o que deverá ser a média final da temporadada safrinha 2018.

O município plantou 500,56 mil - quinhentos mil, quinhentos e sessenta hectares - 3,69% a maior que em 2017 – e até o momento apresenta cerca de 22% da área colhida com um índice que beira 116 s/h. Havia até uma expectativa de redução acentuada de área, principalmente pela política de preços mínimos para o produto.

“Na formação da lavoura, as chuvas foram mais frequentes e ao contrário do que se pensa o solo não absorve a adubação, além de que, com o solo encharcado a germinação fica prejudicada”, comentam alguns produtores, principalmente os que tiveram problemas com a colheita da soja, e atribuem índices mais baixos devido a formação da lavoura do milho fora da janela ideal.

Por outro lado as chuvas também foram protagonistas na formação do grão e na hora da colheita. “Havia milho em período de formação e faltou chuva. Depois choveu demais e quando estava para sercolhido, passou do ponto e a umidade excessiva prejudicou, apresentando um alto índice de grãos ardidos.

Outra comparação para se chegar à redução de produtividade é a safra 2017.Dados do Sindicato Rural, revelam que no período de 13 a 19 de junho, as lavouras tinha praticamente a mesma área colhida e os números chegavam na marca de 122 s/h.

No município de Sorriso, campeão nacional de produtividade de soja e milho, a áreada safrinha apresenta anualmente uma redução de 30% do total de 630 mil hectares cultivados com a soja e nem sempre a aplicação de tecnologia é uma preocupação para o produtor.

“A área que não destino para o milho, aproveito para formar a palhada com braquiária e outras cultivares, que se multiplicada pela aplicação de nutrientes para a formação da lavoura de soja, sempre sai muito mais em conta”, revela um produtor do Pontal do Verde, que tem aproximadamente 65% da lavoura de 1,7 mil hectares colhida e o índice de produtividade chega em torno de 100 s/h

Com mais de 70% da área ainda a ser colhida, a tendência é que haja uma redução acentuada de até 20% nos números finais da media de sacas por hectare. Outros produtores não têm pressa para colher. “Deixo secar ao natural e economizo lenha”, comentou.

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