05/06/2018 16:14

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Maykon Lammerhirt / Agencia RBS

O presidente da Plural, associação que reúne as principais distribuidoras do país, Leonardo Gadotti afirmou, nesta terça-feira (5), que o eventual uso das Forças Armadas pelo governo para tentar obrigar os postos de abastecimento a praticarem o desconto de R$ 0,46 no litro do diesel seria um grande erro. Segundo ele, "a Venezuela começou assim".

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen, anunciou queo governo está focado na fiscalização do desconto do preço do diesel nas bombas e vai usar "todo o poder de polícia" para garantir que a redução de R$ 0,46 chegue ao consumidor.

O presidente da Plural, Leonardo Gadotti, disse que as distribuidoras estão repassando exatamente o desconto recebido na refinaria da Petrobras, de R$ 0,30 por litro de diesel, e a isso são somados os descontos de impostos do governo federal, totalizando um desconto de R$ 0,46. No posto de combustível o desconto porém cai para R$ 0,41, devido à mistura de 10% do biodiesel, que não recebe o desconto.

Ele informou que os questionamentos estão ocorrendo nos postos e que podem levar ao conflito. Ele também teme sobre a fiscalização que começa a ser feitapara garantir o desconto.

— Nós ajudamos o governo durante a crise e agora eles têm que ajudar a gente também, fazendo um discurso coerente — disse, afirmando que considera o abastecimento no momento "totalmente sob controle".