Sorriso FM 99,1

15/05/2018 15:29
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Olhar Direto


O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) afirmou que os médicos que atuaram na cirurgia plástica de Edléia Daniele Ferreira Lira neste final de semana, não possuíam registro de especialidade para atuar no estado, o que é exigido. A paciente morreu após o procedimento.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Mato Grosso (SBCP-MT), Jubert Sanches Cibantos Filho, afirmou que médicos do Plástica para Todos já foram denunciados em Conselhos Regionais de Medicina (CRM) pelo Brasil.

Segundo ele, o SBCP-MT já reunia provas e se preparava para fazer uma denúncia no CRM-MT quando foram surpreendidos pelo caso de Edléia Daniele Ferreira Lira, morta após uma cirurgia no Hospital Militar em Cuiabá.

Sanches disse que em outras regionais do SBCP médicos ligados ao programa Plástica para Todos já foram denunciados. Nenhuma delas, no entanto, é contra a empresa em si.

“Na SBCP existem várias denúncias. Na verdade existem algumas ações, inclusive em Belo Horizonte, em relação a essa comercialização. Estas denúncias são feitas via CRM, aí eles abrem sindicância, que são processos sigilosos. E as denúncias não são contra a empresa. Como é uma empresa, foge da nossa alçada, tanto de fiscalização da SBCP quanto do CRM, os médicos que atuam nela é que são denunciados”.

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) afirmou que não possui nenhum registro de denúncia contra médicos ligados ao programa. O presidente da SBCP-MT disse que em Mato Grosso a denúncia seria feita esta semana.

“Acabou que nem tivemos tempo porque aconteceu este fato trágico. Mas nós começamos a observar indícios, porque eles começaram há fazer cirurgias há 30 dias, e estávamos recolhendo evidências, porque não podemos fazer denúncias vazias. Então estávamos neste mesmo tempo mantendo as coisas, para depois poder dar início às denúncias”, explicou.

Sanches disse que os médicos que atuam em programas como estes estão confrontando o código de ética, ficando sujeitos a sanções e punições.

“O que a gente pode falar mais é com relação à parte médica, e estes médicos que atuam nestas empresas, estão frontalmente contra o código de ética. Eles ficam sujeitos a sanções e penalidades, que são definidas depois que for feita a sindicância. Porque eles não podem trabalhar para intermediadores do serviço médico, porque é como se estivesse vendendo alguma coisa e ato médico não se encaixa como mercadoria para ser vendido”.

Ele explicou que o programa Plástica para Todos não é de propriedade de um médico, mas de um administrador. Por causa disso Sanches afirma que será feito um questionamento perante o Ministério Público sobre a conduta da empresa, já que não se pode vender serviços médicos sem ser um médico.

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