21/04/2018 09:55

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Da Editoria - DC

Com saldo de US$ 3,42 bilhões, o saldo da Balança Comercial de Mato Grosso, neste primeiro trimestre do ano, respondeu sozinho por 25% do superávit da balança do país, que no período foi de US$ 13,94 bilhões. A receita - que representa a diferença entre as exportações e as importações – é a segunda maior do Brasil, atrás apenas do faturado por Minas Gerais.

Como aponta o economista Carlos Vitor Timo Ribeiro, da PR Consultoria, em Cuiabá, a receita da balança mato-grossense cresceu 17% na comparação anual do período, passando de US$ 2,91 bilhões para US$ 3,42 bilhões. “As exportações mato-grossenses, em US$ 3,65 bilhões, tiveram aumento de 11,6% em relação aos US$ 3,27 bilhões de 2017. O saldo teve crescimento ainda maior porque houve queda substancial na receita das importações, - 34,5%, na comparação anual”. Ainda como acrescenta, no comparativo das exportações nacionais, nesse primeiro trimestre, Mato Grosso ocupa a 6ª posição no ranking nacional – liderado por São Paulo - contribuindo com 6,7% do montante total do país.

Além da expansão da balança comercial, o economista chama à atenção para o momento oportuno das vendas externas do Estado. “O efeito do câmbio sobre as vendas externas até março, felizmente inverteu a tendência e agora mostra um ‘ganho’ de R$ 548,9 milhões, por conta da apreciação de 4,8% do dólar frente ao real, no período”. Ainda como explica, com o dólar médio de março desse ano, as exportações totalizam R$ 11,9 bilhões, contra R$ 11,4 bilhões com o dólar médio de março do ano passado, daí a diferença positiva de R$ 548,9 milhões que denominamos de ganho cambial, com reflexos positivos para a economia mato-grossense, que tem nas exportações, contribuição expressiva na formação histórica do PIB estadual”. Considerando o ‘ganho cambial’, a soja em grão é o segmento mais beneficiado com a inversão do peso do dólar, com a valorização da moeda norte-americana, o faturamento foi a R$ 7,91 bilhões, ante, R$ 7,55 bilhões.

PRODUTOS – Os embarques de soja e derivados totalizaram US$ 2,41 bilhões registrando queda de 3,2% em valor, por conta da redução de 4% nas vendas de soja em grão, apesar dos aumentos dos embarques físicos de farelo e óleo de soja de 9,7% e 24,8%, respectivamente. “No período, respondemos por 36,4% do total dos embarques de soja em grão do país, por 36,3% do farelo, por 22% do óleo de soja e por 32,5% do volume exportado de farinha e pellets indicadores que mostram bem a importância dessa cadeia industrial instalada aqui no Estado”, avalia o economista.