08/04/2018 08:35

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Notícias Agrícolas

A semana da soja no mercado brasileiro foi intensamente marcada pela disparada dos prêmios nos portos do país. Somente em Paranaguá, as referências chegaram a bater no recorde de US$ 1,90 acima das cotações praticadas na Bolsa de Chicago e refletiram em ganhos consideráveis para os preços no Brasil.

Segundo um levantamento feito pelo analista de mercado Marcos Araújo, no mesmo período do ano passado esses prêmios se mostravam na casa dos US$ 0,21, depois de uma semana bastante volátil.

“Isso tudo se refere, principalmente, á possível tarifação da soja norte-americana pela China”, diz Araújo, que lembra, porém, que ainda não foi completamente efetivada. Os chineses afirmam, afinal, que tais medidas só serão colocadas em prática na medida em que as taxações dos produtos americanos forem aprovadas.

Com isso, a formação dos preços no mercado nacional reagiu de forma imediata. O levantamento feito pelo economista André Bitencourt Lopes, do Notícias Agrícolas, mostra que as cotações acumularam ganhos de até 6,45%, como foi o caso de Primavera do Leste, em Mato Grosso, onde a saca fechou com R$ 72,60.

No porto de Paranaguá, a soja disponível terminou a semana com R$ 86 e alta de 5,52% e em Rio Grande, de 3,74%, para R$ 80,50 por saca. Nos melhores momentos da semana, as cotações no terminal paranaense chegaram aos R$ 87 e a movimentação das referências motivou muitos negócios entre os produtores brasileiros nestes últimos dias.

“Os importadores este ano estavam pagando US$ 3,40 por saca a mais pela soja brasileira do que no mesmo período do ano passado, então, foi muito atrativo. Tivemos uma combinação que poucas vezes acontece no mercado, com altas em Chicago, uma disparada do prêmio e uma alta também do dólar, e isso motivou grandes volumes no mercado físico brasileiro”, explicou o analista.

Assim, o vencimento maio/18 fechou a semana com US$ 10,33 por bushel, enquanto o agosto foi a US$ 10,46, contra os US$ 10,58 da última sexta.