Agora: Recordações

​Sorriso/MT encerra colheita da soja 2017/18 e média supera safra anterior

Fernando Luiz - Depto Jornalismo em 15/03/2018 às 19:17. Lida 1102 vezes.

O Sindicato Rural de Sorriso, em levantamento junto aos seus associados, revela de que toda a extensão de área plantada com soja, termina com 100% da área colhida, na formação da lavoura 2017/18.

“Chegamos ao final de mais uma colheita e com resultados positivos, até porque estávamos temerosos, pois não foram poucos os produtores que iniciaram o plantio em uma janela bem fora da normalidade, pois o período de estio se estendeu aquém dos prazos previstos para a formação da lavoura”, comentou o presidente do Sindicato Rural, Luimar Gemi.

Depois de plantada, mais um revés, agora por chuva maior que o esperado em algumas lavouras. Foram vários os produtores que apresentaram problemas de perdas, principalmente quanto a colheita com umidade acima do normal e logicamente que os descontos acontecem, sem falar na aparência do grão.

“Temos que levar em conta de que, em determinados momentos é melhor tirar o produto nestas condições da lavoura do que deixar apodrecer ou plantar outra cultura encima”, pincelou Gemi.

Mas a situação destas perdas pode se dizer que não afetaram a produtividade das e caso tenha ocorrido foi de forma diminuta, uma vez que as médias durante os percentuais colhidos, foram se apresentando como razoáveis até atingirmos nossos objetivos. Primeiro que encerramos a colheita, na sua totalidade e já pensarmos na formação da safrinha do milho ou de outra cultura, aproveitando os nutrientes que foram jogados ao solo, para melhorar a rentabilidade da oleaginosa bem como este período extensivo das águas e buscar um resultado positivo também na segunda safra”, comentou o vice presidente e diretor financeiro do Sindicato Rural de Sorriso, Thiago Stefanello..

Média não supera recorde, mas ultrapassa safra 2016/17

A safra 2017/18 da soja em Sorriso não chegou a superar o recorde de produtividade registrado na formação da lavoura em 2013/14 quando produtores sorrisenses registraram média de 62,02 s/há.

Em contra partida na safra seguinte 2014/2015, quem colheu acima de 30 s/ha “pode até soltar foguete” e a conversa corrente era que, ”desde que estou em Sorriso, já vi perder soja por falta de chuva, mas por excesso é a primeira vez”.

Já na lavoura seguinte - 2015/2016 - os números da produtividade de soja no município, quase que voltaram ao normal, mesmo que, bem abaixo do esperado. A média chegou a 55,03 s/ha que, associada ao baixo preço do dólar, deixou muitos produtores com dificuldades de cumprir contratos.

Nos últimos anos até que os sojicultores puderam dar uma respirada, mas a oscilação da Bolsa de Chicago sempre deixa a todos com a calculadora nas mãos na hora da comercialização. “Se temos produto não temos preço e vice versa”.

Se no ano passado - 2016/17 - os produtores colheram a média de 58.89 s/ha em 630 mil hectares, no encerramento da safra 2017/18, tanto a área plantada aumentou, em 6,4 mil hectares, quanto a média subiu quase meia saca/hectare, chegando a 59,36 – números definitivos - em uma áreade 636,4 mil hectares.

“Mais uma vez, corremos -literalmente - contra o tempo, mas mostramos nossa eficiência e competência, não chegamos no recorde, mas não podemos negar que foi uma boa safra”, concluiu o presidente do SRS, Luimar Gemi.

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