12/01/2018 08:33

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Fernando Luiz com assessoria

Os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago intensificaram suas baixas e fecharam com perdas de mais de 10 pontos entre os principais vencimentos na sessão desta quarta-feira. O recuo foi reflexo de uma conjunção de fatores, como explicou o analista de mercado e economista, Camilo Motter.

Assim, o vencimento março/18 voltou ao patamar dos US$ 9,50 por bushel, enquanto o maio/18, referência para a safra brasileira, voltou a atuar na casa dos US$ 9,60.

O primeiro fator de pressão sobre as cotações, segundo o executivo, ainda é o cenário climático na América do Sul e a falta de uma ameaça realmente preocupante, até esse momento, à temporada 2017/18. Há, inclusive, as perspectivas de um aumento da produção brasileira em relação aos números iniciais.

Na Argentina, o tempo ainda está seco na maior parte das principais regiões produtoras do país, porém, com as previsões mostrando melhores condições de chuvas nas próximas duas semanas.

Segundo um boletim do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) da Argentina, que considera uma previsão de chuvas até segunda-feira (15), os próximos dias trariam chuvas de “variada intensidade em áreas do centro e norte argentino com maiores acumulados, de maneira localizada, no norte da província de Córdoba, no Noroeste argentino e no extremo nordeste”.

No Brasil, o clima tem favorecido praticamente todas as principais regiões produtoras, e a perspectiva, apesar de alguns problemas pontuais, é de uma safra cheia. Não há, porém, um consenso entre os números esperados para esta temporada ainda.

Para a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), apesar de já ter sido iniciada, a colheita no Brasil estaria de 10 a 15 dias ‘atrasada’ se comparada ao ritmo do ano passado. O excesso de chuvas no Centro-Oeste e no Sudeste motiva declarações como esta.