15/12/2017 09:46

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Decom



O prefeito de Sorriso, Ari Lafin, integra a comitiva de gestores que se reuniu com o presidente Michel Temer, na manhã de quarta-feira (13), em Brasília. Ao todo 300 prefeitos, liderados pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) e pelas entidades estaduais municipalistas, reforçaram ao governo federal as demandas prioritárias das administrações locais, e conseguiram do presidente Temer a garantia de que os municípios terão o Apoio Financeiro aos Municípios (AFM) ainda este ano.

Segundo a assessoria do governo federal, Temer garantiu que os municípios vão receber o AFM neste mês de dezembro. “Eu quero reafirmar aqui que os R$ 2 bilhões aos prefeitos serão depositados até o final de dezembro”. O presidente da República justificou dizendo que a liberação do valor será possível, pois “nós conseguimos fazer a economia crescer, por isso foi possível liberar esses R$ 2 bilhões aos prefeitos, para os eles também fecharem suas contas”.

O ministro Maurício Quintela, que participou do evento, disse que essa é a ajuda que o governo federal pode dar, mas que o Brasil voltou a crescer e isso será fundamental para a melhoria da qualidade de vida de toda a população.

Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, a revisão dos programas federais é outra pauta da entidade e que deve ser muito cobrada no próximo ano. “Os municípios gastam hoje R$ 58 bilhões, ou seja, cerca de 12% da receita para custear os programas federais. Os governos foram criando, criando programas e os Municípios não conseguem fechar as contas lá na ponta”, frisou.

A Reforma da Previdência também foi assunto na reunião com os prefeitos. O presidente da CNM destacou que ela representará uma economia imediata aos municípios. De acordo com as simulações feitas pela CNM, a alíquota patronal deve reduzir entre 7% e 10%, o que vai representar uma economia, por ano, equivalente a 1,26% da folha mensal de pagamento. A CNM aponta que o montante seria suficiente para arcar com o 13º salário e o 1/3 de férias de todos os servidores municipais, ficando ainda dinheiro disponível em caixa.

Espera-se que esse cenário possibilite que as finanças públicas estejam mais equilibradas, permitindo que se invista mais em áreas essenciais como saúde, educação, segurança e infraestrutura.