03/11/2017 16:42

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Folha Max

Imagem Ilustrativa


Uma funcionária do Tribunal Regional Federal usou o Facebook para contar um caso de “humilhação” e “descriminação” que a irmã de 9 anos, que tem transtorno de espectro autista, sofreu durante uma sessão do filme "Thor Ragnarok", na tarde de quinta-feira (02), em Cuiabá. O caso ocorreu dentro de uma das salas de cinema na rede Cinemark, no Shopping Goiabeiras, na sessão das 17h30.

Contou a jovem que, no decorrer do filme, sua irmã que é cadeirante se empolgou e manifestou um grito de alegria por contas das inúmeras cenas de ação. Segundo ela, em decorrência dessa manifestação de felicidade da irmã foi possível escutar pessoas, na sala de cinema, manifestando palavras e frases ofensivas.

“A Duda se empolga e começa a gritar e chacoalhar, forma esta de manifestar sua felicidade e animação. Em decorrência dessa manifestação de felicidade da Maria Eduarda foi possível escutar pessoas na sala de cinema que não entendiam seu quadro clínico e respondiam com: ‘Shhhhh! Pelo amor de Deus’, e no meio deles um: ‘Volta para o buraco de onde você saiu!’. Sim, mandaram uma criança, de 9 anos, com espectro autista, voltar para o BURACO de onde ela tinha saído (Se você esta perplexo, imagine minha reação no momento. Meu sangue, instintivamente, ferveu)”, descreveu a familiar.

A jovem ainda conta que tentou contato com a gerência do estabelecimento, que informou que não poderia fazer nada. “Entrei em contato com a gerência do cinema e me disseram que nada poderiam fazer. O gerente completou me dizendo se não teria como acalmá-la, afinal, as demais pessoas estavam lá para ver o filme”, descreveu em seu texto.

Ao final do filme, não foi possível identificar a autora do ato de discriminação.

Na página pessoal em que a jovem manifestou o caso de desrespeito com sua irmã, ela recebeu diversos apoios. Algumas pessoas chegaram a sugerir uma manifestação passiva em frente ao cinema para que casos como esse não se repita. O ato ocorrerá no próximo dia 12 de novembro.

A descriminação de pessoa em razão de sua deficiência requer punição e pena de um a três anos de reclusão além de multa.