04/10/2017 17:27

Quantidade de visualizações: 187

assessoria

A reunião da Comissão de Logística da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) contou, pela primeira vez, com a participação de um diretor e um gerente da Concessionária Rota do Oeste (CRO), na última semana. A empresa venceu a concessão da BR-163 em novembro de 2013 e assinou o contrato em março de 2014 para duplicar 453 quilômetros, dos 850 quilômetros da rodovia, que começa na divisa de Mato Grosso do Sul e finaliza em Sinop (MT).

Na reunião, o diretor de Engenharia, Diogo Santiago, e o gerente de Comunicação e Relações Institucionais, Roberto Madureira, explicaram o que tem sido feito no momento e também responderam questionamentos dos agricultores relativos às frentes de trabalho atuais.

“Eles falaram também sobre a difícil situação financeira que a empresa vive no momento, mas que estão desenvolvendo, dentro do possível, uma operação de manutenção e fazendo também uma recuperação da pista no trecho do Trevo do Lagarto, em Várzea Grande, até Rosário do Oeste, que representa 108 quilômetros. Revelaram que no momento estão buscando um sócio no mercado para injetar recursos na concessão para que possam cumprir os calendários ”, diz o diretor executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira.

Para os representantes da Rota, a participação em uma reunião de Logística da Aprosoja “quebra” barreiras institucionais. “Foi muito importante. Especialmente por termos esse contato direto com os produtores. Essa é a nossa política, de ter transparência, trazendo cronograma de obras e discutindo dificuldades. Esperamos que com essa postura tenhamos um canal de relacionamento muito mais direto com os agricultores”, explica Roberto Madureira.

Atualmente, a Rota do Oeste conta com três frentes de trabalho destinadas à recuperação de pavimento, manutenção e conservação. São elas: recuperação do trecho Sul, na região de Rondonópolis; recuperação do trecho da BR-364, entre Várzea Grande e Rosário; e recuperação da região Norte da BR-163, entre Diamantino e Sinop. Em relação ao agronegócio, os caminhões representam 70% do fluxo de veículos que circulam no trecho concedido à empresa.

Também foram pautas da reunião a situação das rodovias estaduais, o uso do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), a Missão Rússia, realizada pela Aprosoja e Movimento Pró-Logística em agosto, e a vinda da empresa russa RZD para participar da licitação de concessão da Ferrovia Norte Sul.

A empresa russa desenvolveu no país os Operadores Ferroviários Independentes (OFIs), sistema que dá direito de passagem para cargas sem possuir a concessão da via ferroviária. “A ideia é incentivar a adoção no Brasil do mesmo sistema, gerando concorrência e consequentemente fretes mais competitivos”, define Edeon Vaz Ferreira.