21/08/2017 14:58

Quantidade de visualizações: 221

Olhar Direto


A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) publicou nota nesta segunda-feira (21) em que alerta a comunidade acadêmica sobre um possível colpaso financeiro por conta da atual falta de recursos para custear as despesas. O motivo da crise, segundo o texto, seria um processo de privatização do ensino superior que tem vigorado no país.

“De 2014 para cá, em termos orçamentários, perdemos 50% dos recursos de capital (para obras e aquisição de equipamentos) e 20% dos recursos de custeio (manutenção, despesas básicas) sem contar a inflação. Hoje temos uma situação em que, o orçamento aprovado, mesmo sendo defasado, não está sendo liberado integralmente.”, diz o texto.

Além da dificuldade de contratação de pessoal, as obras nos câmpus de Cuiabá e no interior adotaram um ritmo mais lento. No custeio, os cortes afetam áreas como manutenção, vigilância, iluminação, limpeza e outras necessárias e essenciais para as atividades regulares da instituição.

“Há setores interessados na privatização das universidades públicas, movidos por interesses empresariais. É importante considerar que a privatização não encontraria chance de sucesso, já que 70% dos alunos das federais vêm de famílias de renda per capita inferior a 1,5 salário mínimo. Não é população em condições de pagar. A privatização seria a sua extinção, porque o que as mensalidades pagariam seria ilusório perto do que as instituições precisam para desenvolver ensino de qualidade, com pesquisa e extensão.”

Os cortes afetaram justamente os estudantes mais pobres que necessitam de políticas de assitência para se manterem na unviersidade. Segundo a nota, o Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) é insuficiente para o tamanho da demanda. Atualmente, a UFMT atende apenas cerca de 20% de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Por fim, a nota publicada no site da instituição, elenca algumas ações importantes para evitar que o “desmonte” continue ocorrendo. A ideia da instituição é conseguir que o Ministérios da Educação (MEC) e do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG) liberem integralmente os recursos de 2017