19/07/2017 17:08

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G1/MT


Uma onça-pintada foi fotografada em uma reserva a 10 km do Centro de Sinop, a 503 km de Cuiabá. O registro foi feito por armadilhas fotográficas de um projeto em uma reserva da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), no dia 11 de julho, e foi divulgado nesta terça-feira (18).

A foto confirmou a presença do animal, cujas pegadas já haviam sido vistas anteriormente em diversos pontos do centro de pesquisa. Segundo o biólogo Patrick Lazari, responsável pelo monitoramento da fauna no experimento, é pouco provável que a onça more na região. Ele acredita que o animal use o trecho como ‘corredor de passagem’, já que há nesse local um pequeno fluxo de água que faz ligação com o Rio Teles Pires.

As pegadas da onça-pintada já tinham sido vistas anteriormente em diversos pontos do centro de pesquisa. “São sete equipamentos que funcionam 24 horas, chamadas de armadilhas fotográficas, instaladas no local. Elas são equipadas com um sensor de movimento que faz a foto quando algo passa na frente. Conseguimos fazer três fotos em sequência dessa onça”, explicou o biólogo ao G1.

O equipamento que registrou a presença da onça estava fixada em uma árvore, a 30 centímetros do solo. “Já registramos outras onças, não só a onça-pintada, já vimos onça-parda, jaguatirica e outros animais de grande e pequeno porte. Mas a onça-pintada chama a atenção pela beleza, tamanho e característica da alimentação”, avaliou o biólogo.

As fotografias ficam armazenadas em um cartão de memória de cada equipamento. Periodicamente os pesquisadores descarregam as imagens, recarregam a bateria desses equipamentos e analisam as fotografias. As armadilhas foram instaladas no mês de maio. “Nesse projeto de restauração ecológica, as áreas que estão degradadas são recompostas com sua vegetação. Fazemos o monitoramento da fauna, associado a esse projeto”, disse Lazari.

Segundo a Embrapa, os trabalhos de rastreamento feito com onças-pintadas mostram que os animais chegam a circular por um raio de mais de 100 km. “Não temos ataques de onça em Sinop, mas os conflitos entre a onça, as pessoas, proprietários de fazendas e ataques a gado são mais comuns no Pantanal”, explicou.

A onça-pintada, na avaliação do biólogo, tem se alimentado de pequenos animais e porcos-do-mato, como cateto e queixada. Os pesquisadores vão continuar monitorando a fauna e devem fazer análises futuramente sobre a presença da onça na região.

Projeto

O registro fotográfico da onça-pintada faz parte do monitoramento da fauna no experimento de restauração de reserva legal. As câmeras já registraram animais como quati, tatu peba, tamanduá bandeira, lobinho, anta e ouriço.

Além dos médios e grandes animais, outros grupos de pesquisadores têm feito o acompanhamento da fauna de insetos, repteis, anfíbios e da microbiota do solo na área de recomposição da reserva legal. O objetivo desse trabalho é ver como ocorre o retorno da fauna usando diferentes estratégias de revegetação, como plantio de mudas, semeadura direta, semeadura a lanço e regeneração natural.

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