22/06/2017 15:12

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Folha Max


O governo do estado de Mato Grosso, estaria se utilizando do CNPJ do IPAS (OSS responsável pela administração de diversos hospitais como o metropolitano de Várzea Grande, o regional de Alta Floresta, entre outros) para comprar medicamentos sem licitação. Na manhã desta quinta-feira (22.06) a denúncia foi apresentada à deputada estadual Janaina Riva (PMDB) e ao deputado Zeca Viana (PDT) por representantes da OSS.

De acordo com a parlamentar, o contrato com o IPAS foi rescindido em 2014, porém, o governo do estado continua a usar o CNPJ da OSS para comprar medicamentos e contratar funcionários. Segundo denúncia entregue pelo IPAS aos parlamentares, 'o Estado de Mato Grosso, até a presente data, continua a administração destas unidades , contudo, absurdamente, a Secretaria de Saúde estadual, vem "gerindo" estas unidades em nome do Instituto Pernambucano de Assistência de Saúde'.

"Esta situação é tão bizarra que nenhum compêndio de direito administrativo seria capaz de antever tamanha vicissitude. O Estado tem adquirido os insumos destas unidades em nome do IPAS e sequer tem se dignado a quitá-las, fato que proporcionado mais de uma centena de protestos lavrados por fornecedores em desfavor do IPAS por bens que o Estado adquiiu para estas unidades", consta do documento.

A deputa disse em tribuna que são denúncias extremamente graves e que precisam ser investigadas fundo. "Isso sem falar na esfera trabalhista, nesses funcionários que a gente não sabe se são do IPAS ou do governo do Estado, ou seja, governo do estado pagando funcionário de terceiros. O IPAS, por conta do caos gerado por Mato Grosso, anunciou que deve fechar as portas no Brasil inteiro. São mais de R$ 9 milhões em dívidas adquiridas pelo governo em nome do IPAS que inviabilizou o funcionamento da empresa no País", disse.

CEOP e MT SAÚDE

A deputada estadual Janaina Riva (PMDB), também cobrou em tribuna na manhã desta quinta-feira um posicionamento do governo do estado com relação ao sucateamento do MT Saúde, plano de saúde dos servidores públicos.

Segundo denúncia encaminhada ao gabinete da parlamentar, apesar de o valor referente as mensalidades do plano estarem sendo descontados mensalmente dos servidores, os médicos conveniados estão sem receber há meses e, portanto, se recusam atender os pacientes.

Outro requerimento de informações é sobre o sucateamento do CEOP (Centro Estadual de Odontologia Para Pacientes Especiais). Segundo informações encaminhadas à parlamentar, o CEOPE que atendia antes 40 pacientes por dia, atualmente atende apenas um, por falta de insumos e material de trabalho para os dentistas.