29/05/2017 14:55

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Midia News

Mato Grosso é o quarto estado com menor adesão à campanha de vacinação contra gripe (influenza). Segundo números do Ministério da Saúde, 55,8% do público-alvo procurou os postos do Estado.

Por conta da baixa adesão à vacinação, o Ministério prorrogou em todo País a campanha de imunização até 9 de junho.

Em situações piores que Mato Grosso ficaram Roraima (47,9%), Rio de Janeiro (49%) e Pará (52,1%).

A campanha nacional de vacinação iniciou no dia 17 de abril.

Em 2016, o público-alvo para vacinação em Mato Grosso era de 623.834 e foram imunizadas 569.286 (91,26%), ultrapassando a meta estipulada pelo Ministério da Saúde, que era de imunizar no mínimo 80%.

A Secretaria de Saúde informou que um dos motivos que podem estar levando o público a não procurar os postos são os mitos relacionados à vacina.

“Em relação ao mito de que ‘tomou a vacina e ficou gripado’, cada dose da vacina influenza, contém cepas do vírus Myxovirus influenzae inativados, fragmentados e purificados, portanto a mesma não causa a doença. Recomenda-se apenas adiar a vacinação nos casos de doenças agudas febris moderadas, até a resolução do quadro, com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença”, explicou Thiago Nunes Rondon, gerente de vigilância em doenças imunopreveníveis.

A vacina protege contra a supergripe (H1N1), cujos casos tiveram um aumento em 2016, além de outros do H3N2 e do Influenza B.

Thiago Nunes Rondon frisou, ainda, que a vacina só é contraindicada para pessoas com história de reação alérgica em doses anteriores, para alergia comprovada grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados e também para as crianças menores de seis meses.

Nesse ano, além dos indivíduos com 60 anos ou mais de idade, o público-alvo incluiu as crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 5 anos de idade, as gestantes, as puérperas (até 45 dias após o parto), os trabalhadores da saúde, os povos indígenas, os grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, doença cardíaca, doença renal, doença neurológica, doença hepática, imunodepressão, obesidade, transplantados, portadores de trissomias) e outras condições clínicas especiais.

A novidade é que também foram incluídos para a vacinação, neste ano, os professores das escolas públicas e privadas.