15/05/2017 14:23

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assessoria

O município de Sinop ainda não possui coleta seletiva do lixo. Segundo a secretária de Meio Ambiente, Luciane Copetti, a pasta deve implantar o serviço no segundo semestre de 2017, em alguns bairros da cidade em parceria com a Associação de Catadores. A previsão é de que junto com a coleta seletiva seja feita também a separação do lixo eletrônico.

A cidade não conta com cooperativas ou empresas que realizem a coleta deste tipo material. As empresas que recolhem este lixo em Sinop são de São Paulo e Lucas do Rio Verde. Computadores, placas eletrônicas, monitores, notebooks, impressoras, nobreaks, modens, aparelhos de fax, pilhas, celulares antigos ou qualquer outro material movido à energia elétrica ou bateria são considerados lixos eletrônicos, que trazem mais de 60 tipos diferentes de substâncias, muitas delas tóxicas e, portanto, nocivas à saúde das pessoas e ao meio ambiente.

Para mensurar a necessidade do descarte correto deste tipo de material, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) revela que a quantidade de lixo eletrônico produzida no Brasil em 2014 foi de 1,4 milhão de toneladas. A indústria eletrônica, uma das maiores e que mais crescem no mundo, gera a cada ano até 41 milhões de toneladas de lixo eletrônico de bens como computadores e celulares smartphones. Segundo previsões, este número pode chegar a 50 milhões de toneladas em 2017.

De acordo com a Organização das Nações Unidas o lixo eletrônico cresce três vezes mais que o convencional e é responsável por danos sérios ao meio ambiente, além de estar diretamente associado a doenças graves como o câncer, distúrbios no sistema nervoso, problemas renais e pulmonares e outros males que podem afetar o funcionamento do cérebro.

O biólogo e pós-doutor da UFMT Campus de Sinop, Leandro Denis Pattirola, ressalta que é importante que este material receba a destinação correta devido ao seu poder de contaminação. “Uma vez que possuem elementos químicos que são absorvidos pelas plantas e animais e assim podem chegar a contaminar as pessoas. Temos uma legislação que prevê a destinação correta deste material, porém falta a sensibilização e a conscientização da população. Eu encaro de forma positiva a ação do poder legislativo em relação a isso, uma vez que não temos nenhuma empresa em Sinop que realize a coleta deste lixo”, destacou o biólogo.

Pensando nisso, o presidente da Câmara Municipal de Sinop, Ademir Bortoli (PMDB), juntamente com a vereadora Maria José (PMDB), irá apresentar nesta segunda-feira (15), durante a sessão ordinária, um Projeto de Lei que trata da coleta contínua do lixo eletrônico no município. O PL visa também campanhas de conscientização. “Precisamos dar a destinação correta a este lixo, que é nocivo não só ao meio ambiente por ser composto por substâncias toxicas que quando descartados de forma equivocada em lixo comum podem contaminar o solo, plantas, animais, atingir os lençóis freáticos e acabar contaminando a população, causando sérios danos à saúde”, ressaltou Bortoli.

Maria José explicou que o projeto vem para contribuir e conscientizar a população. “é fundamental que as pessoas fiquem atentas sobre os riscos que o lixo oriundo desses produtos eletrônicos podem causar a saúde e ao meio ambiente, em virtude do descarte inadequado”, acrescentou a vereadora