24/04/2017 12:13

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assessoria

Os serviços de atendimento de urgência e emergência realizados pelo SAMU na região de Tangará da Serra podem ser suspensos a qualquer momento por falta de recursos financeiros, o alerta foi emitido pelo chefe do departamento SAMU 192 e coordenador geral da Central de Regulação de Urgência e Emergência da Regional de Tangará da Serra, Paulo Righetto.

O pedido de socorro foi encaminhado por meio de mensagem instantânea enviada nota narrando o caos que se instala na Saúde em Mato Grosso com a falta de repasses e que coloca em risco a prestação dos serviços públicos de saúde aos dez municípios que compõe a regional (Arenápolis, Barra do Bugres, Campo Novo do Parecis, Denise, Nova Marilândia, Nova Olímpia, Porto Estrela, Santo Afonso, Sapezal e Tangará da Serra).

Na narrativa o coordenador que clama à sociedade como um todo que auxilie na divulgação da mensagem, para que as autoridades do âmbito estadual se mobilizem para sanar a falta de repasses que compreende algo em torno de R$ 1 milhão, sendo relativo a 12 parcelas em atraso.

“O SAMU 192 é um programa federal com o financiamento tripartite onde compete 50% a União, 25 % Estado e 25% Município. O repasse Federal está em dias, porém com a falta do repasse do Estado os municípios têm arcado com todos os custos, fazendo malabarismos para angariar recursos, haja vista que todos nós da gestão entendemos como imprescindível o serviço prestado há 9 anos no município”, relata.

O coordenador é taxativo ao avaliar que “levando em consideração os altos custos em manutenção de 01 Central de Regulação, 01 Unidade Suporte Avançado (UTI MÓVEL) e 03 Unidades de Suporte Básico e a crise que assola todo o País estamos prestes a entrar em um colapso, onde não teremos recursos para manutenção de veículos, compra de equipamentos e contratação de recursos humanos, sendo impossível manter o serviço”.

O secretário de saúde de Tangará da Serra, Itamar Bonfim que é vice regional do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (COSEMS/MT) é um dos que assina a nota. “Os municípios tem realizado verdadeiros milagres sem o repasse do Estado, mas estamos chegando num momento crítico e não tem mais como manter os serviços sem a contrapartida estadual”, afirma.

A presidente COSEMS/MT, Silvia Sirena reitera que os atrasos estão colocando em risco o atendimento na saúde pública como um todo, e que o colegiado de gestores têm buscado diálogo com o gestor da Saúde do Estado, porém até o momento nenhuma atitude efetiva foi tomada.

“Os municípios estão atuando sozinhos, e sem os repasses estaduais, realizar as ações se torna ainda mais complicado. Os chefes do executivo, por meio da AMM tem buscado o Governo, mas de efetivo nenhuma ação até a presente data. O colapso narrado pelo coordenador do SAMU em Tangará é um grito de socorro que todos os municípios estão lançando para que a sociedade auxilie na cobrança dos repasses e assim consigamos manter ações e serviços públicos de saúde”, finaliza.

NOTA:

Eu, Paulo Righetto, Chefe do Departamento do SAMU 192, Coordenador Geral da Central de Regulação de Urgência e Emergência da Regional Tangara da Serra- MT, composta pelos municípios de Tangara da Serra, Nova Olímpia, Campo Novo dos Parecis, Sapezal Arenápolis, Barra do Bugres, Denise, Nova Marilândia, Nova Olímpia, Porto Estrela e Santo Afonso venho através de este meio digital solicitar aos amigos da imprensa, políticos, assessores, simpatizantes, usuários do Sistema Único de Saúde, grupos de serviços e todos aqueles que entendam que exista importância em manter o SAMU 192 em Tangara da Serra e região, que me ajudem a transmitir essa mensagem até que chegue às autoridades competentes no âmbito estadual para que os mesmo possam solucionar a falta de pagamento de 12 parcelas do financiamento do serviço competente ao estado, montante esse que gira em torno de 1 milhão de Reais.

O SAMU 192 é um programa federal com o financiamento tripartite onde compete 50% a União, 25 % Estado e 25% Município. O Repasse federal está em dias, porém com a falta do repasse do estado o município tem arcado com todos os custos, fazendo malabarismos para angariar recursos haja vista que todos nós da gestão entendemos como imprescindível o serviço prestado a 9 anos no município.

Porém levando em consideração os altos custos em manutenção de 01 Central de Regulação, 01 Unidade Suporte Avançado (UTI MÓVEL) e 03 Unidades de Suporte Básico e a crise que assola todo o País estamos prestes a entrar em um colapso, onde não teremos recursos para manutenção de veículos, compra de equipamentos e contratação de recursos humanos, sendo impossível manter o serviço.

Conto com o apoio de todos!

Att: Paulo Milton Righetto Junior - Chefe Departamento SAMU 19 - Coordenador Geral Central de Regulação de Urgência e Emergência Regional Tangara da Serra MT