04/04/2017 16:15

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Mídia News


Um bebê está há 87 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto-Socorro de Várzea Grande, após ter sido espancado no início do ano. A mãe e o padrasto são os principais suspeitos da agressão.

O menino, hoje com sete meses, terá sequelas para a vida toda, conforme a unidade de saúde. Médicos dizem que ele jamais poderá andar ou falar.

Segundo a assessoria do Pronto-Socorro, a criança deu entrada no hospital no dia 8 de janeiro, aos três meses, com uma grave lesão na cabeça. Ele ainda teve uma parada cardiorrespiratória.

A mãe, que é moradora do Bairro Jardim Eldorado, em Cuiabá, procurou a Policlínica do Bairro Planalto alegando que o bebê havia se afogado após ter mamado. Porém foi verificado que não havia nenhum vestígio de leite na boca do menor e imediatamente ele foi entubado e transferido para a UTI de Várzea Grande.

Devido o grave estado de saúde e ao constatar um hematoma na cabeça, uma lesão na perna e outra no braço, o hospital acionou o Conselho Tutelar.

Após as suspeitas, foram feitos exames no Instituto Médico Legal (IML), que comprovaram as agressões. Com isso, a Justiça foi acionada e no dia 6 de março, tirou a guarda da criança da mãe.

Segundo a assessoria, a mulher nega as agressões. A suspeita é que ela estaria protegendo o companheiro.

A Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) instaurou um inquérito para investigar o caso.

Sequelas permanentes

Hoje o bebê está sob a tutela do Estado e continua internado na UTI. Conforme a médica que acompanha o caso, a criança jamais falará e andará, por causa das lesões.

Além disso, a profissional diz que o menino está respirando por aparelho, alimentando-se por um tubo e, provavelmente, vai precisar de "home care".

“O quadro dele é gravíssimo. Vai precisar de "home care" para o resto da vida devido à sequela neurológica grave”, explicou a médica, conforme informações repassadas pela assessoria do hospital.

Precisando de doações

Conforme informações preliminares, a mãe está proibida de se aproximar da criança e o Estado não tem colaborado com os cuidados necessários.

Desde janeiro o bebê estava sendo ajudado por funcionários da unidade médica, porém agora eles estão tendo dificuldade para comprar os produtos que o ajuda em sua higiene pessoal.

Com isso, o hospital está aceitando doações de fraldas, pomadas, xampus, ou qualquer outro produto que ajude na higiene do bebê.

Quem tiver interesse em ajudar pode ir até o Pronto-Socorro, localizado no Bairro Nova Várzea Grande, na Avenida Alzira Santana, e procurar o setor de Assistência Social.