28/03/2017 16:40

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GD

Grupo de garimpeiros ilegais está novamente há cerca de um mês na Serra da Borda, município de Pontes e Lacerda (448 quilômetros a Oeste de Cuiabá), explorando ilegalmente o subsolo, atrás de ouro raso.

Ninguém sabe exatamente quantos estão na área no momento, isso porque a Polícia Civil local não fala sobre o assunto, a não ser confirmando a presença dos ilegais, e a Polícia Federal, que atua em áreas da União, não deu retorno sobre a nova movimentação no garimpo.

Por decisão judicial a mineradora Elina, que é do mesmo grupo da Paraoaca e tem alvará para pesquisar o local, tem obrigação de evitar invasão. Porém, em contato com a mineradora, a direção esquivou-se dizendo que já transferiu o direito minerário a outra empresa, a Apoena.

No Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão federal responsável pelo setor, a informação não bate. Márcio Amorim, superintendente em Mato Grosso do DNPM, afirma que isso é "conversa mole" da empresa para não assumir a responsabilidade que é dela. "Eles pediram a transferência, mas o processo ainda está em análise e enquanto não terminar não pode se esquivar", ressalta.

Amorim explica que uma concessão dada para exploração de uma área não é diferente da de um aeroporto, por exemplo, então qualquer problema que ocorre no local é problema da empresa concessionária.

O vai e volta na Serra da Borda está acontecendo desde novembro de 2015. Ouro raso na serra já atraiu naquela ocasião mais de 7 mil pessoas, formando ali uma vila, mais tarde desmantelada.

A Polícia Federal chegou a implodir os túneis escavados precariamente sem qualquer critério técnico, ficando arriscado. Havia risco de desmoronamento. Chegou a ocorreu um caso soterrando parcialmente cinco homens.

PF e forças da segurança chegaram a fazer força-tarefa no local por várias vezes, mas os garimpeiros ilegais voltaram. Na cidade de Pontes e Lacerda, a "fofoca", conforme um investigador da Polícia Civil disse ao GD, é que agora está mais difícil para encontrar ouro raso e que a tendência é de desocupação espontânea do local. "Ninguém está achando mais nada", supõe o investigador.