18/03/2017 17:46

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Fernando Luiz com G1

A Justiça Federal decretou o bloqueio de qualquer valor entre R$ 5 mil até R$ 1 bilhão nas contas bancárias de cada uma das 46 pessoas investigadas na Operação Carne Fraca, que apura irregularidades na fiscalização e na comercialização de carnes.

Não significa necessariamente que cada um dos investigados tenha R$ 1 bilhão nas respectivas contas. Esse é um teto estipulado pela Justiça. Segundo a Polícia Federal, fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) recebiam propina para liberar licenças sem realizar a fiscalização adequada nos frigoríficos. A investigação indica que eram usados produtos químicos para maquiar carne vencida, e água era injetada nos produtos para aumentar o peso.

As carnes irregulares eram vendidas no Brasil e no exterior. Há também casos de papelão em lotes de frango e carne de cabeça de porco em linguiças. Ao todo, 22 empresas são investigadas na operação, das gigantes JBS e BRF – que controlam marcas como Seara, Perdigão e Friboi – a frigoríficos menores como Master Carnes, Souza Ramos e Peccin. As autoridades não detalharam quais irregularidades foram cometidas por cada empresa.

As empresas afirmam que estão colaborando com as investigações e negam adulteração nos produtos.

Há ainda a suspeita de que os partidos PP e PMDB eram beneficiados com propina. O PMDB informou que desconhece o teor da investigação, mas não autoriza ninguém a falar em nome do partido. Em nota, o PP disse que desconhece o teor das denúncias e que "o partido apoia minuciosa investigação e o rápido esclarecimento dos fatos".

Foram emitidos 38 mandados de prisão - 34 contra funcionários públicos. Ao menos, 20 foram presos pela PF nesta sexta-feira (17), dia em que a operação foi deflagrada.