16/03/2017 14:52

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Tâmara Figueiredo


A avó de um dos 05 bebês natimortos nos últimos dias em Sorriso Dona Nérpi denunciou que ao terceiro mês de gravidez da filha, a auxiliar administrativa F. T., que perdeu um bebê com 39 semanas, do sexo feminino, teriam trocado o prontuário da filha dela com o de outra gestante que havia perdido o bebê. Ela conta que à época, informaram para a filha dela de que o bebê estaria morto na barriga e que iriam “tirar”: “Quase tiraram o bebê vivo”.

Agora a filha realmente acabou perdendo a bebê, que já estava com 39 semanas de gestação que foi declarada em sua certidão de óbito: morte fetal intrauterina indeterminada. “Minha filha na quinta-feira rompeu o tampão levamos no posto de saúde, ela estava com dor e com um corrimento cor-de-rosa. A médica disse que ainda não poderia mandar para o Regional porque não tinha dilatação, só se tivesse muita dor, rompesse a bolsa ou muito sangramento. Viemos para casa, a dor passava e voltava. No sábado fomos para a UPA, chegando lá a médica disse que ela estava só com dois dedos de dilatação e que iria segurar lá até meia noite. Chegou meia noite continuava só com dois dedos de dilatação e que não poderia mandar para o Regional. Seguraram até as 06 horas da manhã, quando a médica veio. E nesse período não olharam mais os batimentos do coração da neném. Mas quando ela chegou lá o coração batia normal. Ela sentiu a neném até 01 hora da manhã. No regional os médicos ficaram assustados, disseram que o coração não estava mais batendo e que não tinham muita esperança. Aí mandaram ela pra fazer uma ultrassom e constatou que a neném estava sem vida. A gente esperava muito essa criança, que foi planejada. A gestação tudo tranquila, o pré-natal tudo normal. E não souberam dizer o que causou a morte dela. O médico do Regional disse que na quinta-feira ela já deveria estar no hospital”.

A avó mostrou o quartinho do bebê e disse que ela era muito aguardada: o quartinho estava todo arrumado, com guarda-roupas, berço, carrinho, bebê conforto, roupinhas, tudo aguardando somente a bebê, que infelizmente nasceu morta.