11/02/2017 09:35

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Gazeta Digital

O juiz Gonçalo Antunes de Barros Neto, 55ª Zona Eleitoral de Mato Grosso, deferiu o pedido do Ministério Público para que a Polícia Federal instaure um procedimento preliminar de investigação em razão da suspeita de compra de votos praticada pelo deputado estadual Allan Kardec (PT) em benefício do prefeito eleito Emanuel Pinheiro (PMDB).

A decisão foi publicada no Diário de Justiça desta sexta-feira (10). A ação foi interposta pela Coligação “Dante de Oliveira”, do candidato a prefeito da capital e hoje secretário de Estado de Cidades, Wilson Santos (PSDB). Porém, foi arquivada pelo juiz sem resolução de mérito, pois a coligação não relacionou quais documentos embasariam a acusação.

Segundo a denúncia, haveria indícios de possível compra de votos e abuso do poder econômico praticado pelo Allan Kardec, candidato não eleito ao cargo de vereador, sendo que o suposto esquema de corrupção beneficiaria também a candidatura de Emanuel Pinheiro. Kardec era suplente de Emanuel Pinheiro na Assembleia Legislativa e acabou herdando a vaga com a vitória do peemedebista.

Na época, foi expedido um mandado de busca e apreensão cumprido na casa de Allan e também no comitê de Emanuel. Os documentos apreendidos foram encaminhados ao Ministério Público, que requereu a remessa à Policia Federal.

Intimada para propor a ação principal, a Coligação “Dante de Oliveira” se limitou a dizer apenas que havia indícios fortes de compra de votos, abuso de poder econômico e gastos ilícitos nos documentos aprendidos “sem, no entanto, estabelecer ou relacionar quais documentos embasariam tal afirmação”, diz trecho do processo.

Diante disso, o juiz Gonçalo Antunes de Barros Neto julgou extinto o processo, mas acatou o pedido do Ministério Público e determinou que a Policia Federal investigue os envolvidos.

“Declaro a perda da eficácia da medida cautelar concedida. Defiro o pedido do Ministério Público e determino o encaminhamento das cópias obtidas por meio deste procedimento, assim como cópias dos autos, à Polícia Federal, a fim de que seja instaurado procedimento preliminar de investigação”, diz trecho da decisão.