24/10/2016 15:35

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SIntuf


Os servidores administrativos da Universidade Federal de Mato Grosso paralisaram suas atividades a partir desta segunda-feira (24/10). O ofício foi entregue à reitora Myrian Serra com o comunicado.

Segundo o Sintuf - Sindicato dos Trabalhadores Técnico Administrativos da UFMT, esta greve é em nível nacional e por tempo determinado (não especificado até que data) para pressionar o governo federal contra a aprovação do projeto que limita gastos, reforma da previdência entre outros pontos.

O objetivo é chamar a atenção da sociedade para a luta contra os projetos de leis em tramitação no Congresso Nacional que retiram direitos dos trabalhadores, como a PEC 241 e o PLP 257.

Estes projetos, segundo a categoria, representam o fim da valorização do salário mínimo, congelamento da remuneração dos servidores públicos por 20 anos, cortes nos orçamentos de pastas importantes como a Educação e Segurança, além de uma nova reforma na previdência que dificulta o trabalhador chegar a aposentadoria.

A UFMT tem seis campi (Cuiabá, Sinop, Rondonópolis, Várzea Grande, Barra do Garças e Pontal do Araguaia). Atualmente a universidade tem 1,7 mil professores, 1,5 mil técnicos e 33 mil alunos.

Até o momento os professores ainda não aderiram ao movimento.



Confira o Ofício:

  1. Nº 146/2016/SINTUF-MT

Cuiabá, 21 de outubro de 2016

A Sua Magnificência

Prof.ª Myrian Serra

Reitora da UFMT

Magnifica Reitora,

Comunicamos a Vossa Magnificência que os trabalhadores técnico-administrativos em educação da UFMT, em Assembleia Geral realizada no dia 17 de outubro - às 08h30 deliberaram por Greve por tempo determinado a partir do dia 24 de outubro. Ressaltamos que essa Greve é Nacional, cuja origem encontra-se na reunião da FASUBRA realizada com a Secretaria Executiva desse Ministério no dia 21 de setembro, onde foi reivindicado posicionamento do MEC acerca das seguintes questões:

  • Corte do orçamento das Universidades.
  • EBSERH
  • PL – Escola sem Partido
  • Cobrança de mensalidades nas Universidades: graduação e pós-graduação.
  • Extinção do Programa “Ciência Sem Fronteira”.
  • Diminuição das verbas do PRONATEC, FIES E PROUNI.
  • Projeto de Lei (PLS)131/2015 – Reservas Pré-Sal (Fim do modelo de partilha que garante recursos do Pré-Sal para financiamento da educação).
  • PLP 257/16
  • PEC/241/16
  • Reforma da Previdência
  • Descumprimento do Acordo de Greve 2015

Naquela reunião, a FASUBRA comunicou ao MEC que a categoria já encontrava-se em Estado de Greve, com data indicativa para o mês de outubro, na expectativa de resolução da pauta apresentada. A reunião não obteve resultados que contemplassem nossas reivindicações, mas ao final da mesma, após solicitação da FASUBRA, o MEC informou que no prazo de 30 dias seria realizada nova reunião, para posicionamento sobre a pauta protocolada.

Como não houve nenhuma manifestação do MEC, para convocação de reunião e diante dos sucessivos ataques a Universidade Pública e as Políticas Públicas desse País – através da PEC-241, bem como quanto o Descumprimento do Acordo de Greve/2015, desde o mês de abril de 2016, a FASUBRA submeteu a consulta das entidades de base a data do dia 24 de outubro para DEFLAGRAÇÃO DE GREVE NACIONAL DOS TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS, com o seguinte eixo:

  • CONTRA A PEC-241
  • EM DEFESA DA UNIVERSIDADE PÚBLICA
    • CONTRA OS CORTES DE ORÇAMENTO
    • CONTRA REDUÇÃO DE VAGAS
  • PELO CUMPRIMENTO DO TERMO DE ACORDO DA GREVE DE 2015

Na oportunidade, a exemplo de outras IFES, solicitamos a Vossa Magnificência a realização de debates na UFMT acerca da PEC-241 e seus impactos nas Universidades Brasileiras. Além disso, a disponibilidade por rubrica, dos impactos no orçamento da UFMT.

Informamos que as Assembleias de Greve serão realizadas todas as 3as feiras, no auditório do SINTUFMT. Após instalação do CNG, vamos relacionar como funcionará os serviços essenciais da UFMT.

Colocamo-nos ao vosso inteiro dispor para quaisquer informações.

Respeitosamente,